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Os 5 erros mais comuns de quem começa a investir


Ficar acomodado ou querer enriquecer rápido demais estão entre os principais equívocos dos brasileiros que se tornaram poupadores há pouco tempo e ainda conhecem pouco sobre o mundo das aplicações financeiras.

A falta de experiência sujeita qualquer um ao erro – seja no trabalho, no casamento ou no mundo dos investimentos. A seguir listo alguns dos principais erros cometidos pelos brasileiros que começam a poupar dinheiro, mas ainda não têm conhecimento suficiente sobre aplicações financeiras para fazer esses recursos renderem o máximo possível com o mínimo de risco:


1 – Ficar acomodado na caderneta de poupança

Esse é o comportamento clássico de quem começa a poupar dinheiro, mas não tem interesse em se informar sobre investimentos. A poupança é fácil de entender, simples e segura. Mas tem um grave problema: remunera muito mal seu capital. Uma pessoa que acumula R$ 100 mil e investe na caderneta poderia ganhar mais cerca de R$ 5 mil a cada ano se simplesmente tirasse o dinheiro da poupança e colocasse em outro investimento com a mesma segurança. Já pensou que com esse dinheiro dá para fazer uma bela viagem todos os anos?


2 – Querer se tornar milionário da noite para o dia

Esse é o comportamento oposto ao anterior. Essas pessoas são imediatistas, ansiosas e querem enriquecer rapidamente. O problema desse comportamento é que elas começarão a tomar muito risco ou perder a capacidade de desconfiar frente a uma promessa de rentabilidade extraordinária. São pessoas que acabam caindo em golpes como pirâmides financeiras, fraudes ou estelionato porque acreditaram estar diante de uma oportunidade única de ganhar juros de 10% ao mês, por exemplo. Se a oferta parece muito boa para ser verdade, haja com desconfiança porque o tombo pode estar logo ali adiante.


3 – Colocar todo o dinheiro na Bolsa

Ações são um excelente investimento de longo prazo, principalmente em ciclos econômicos positivos. Mas nem mesmo nos períodos de grande otimismo é recomendável colocar todo o patrimônio na Bolsa. Ações são, na verdade, uma ótima opção de diversificação. Procure nunca investir mais de 30% ou 40% de seu capital em empresas de capital aberto. O mercado acionário é muito sujeito à volatilidade. Então invista na Bolsa apenas o dinheiro que você não vai precisar usar nos próximos anos de forma que haja tempo de recuperar eventuais perdas. E quando o investimento tem risco elevado, nunca coloque todos os ovos na mesma cesta.


4 – Comprar produtos de renda fixa caros

A maior parte dos produtos de renda fixa vendidos nos bancos são extremamente caros. Fundos DI com taxa de administração de 3% ao ano, consórcios com taxas de administração de 20%, planos de previdência com taxa de administração de 3% ao ano mais taxa de carregamento e corretagem fixa de mais de R$ 50 por ordem são alguns exemplos de produtos distribuídos para milhões de pessoas nas agências bancárias. Os brasileiros que consomem esses produtos estão deixando um dinheirão na mesa – e muitas vezes nem percebem isso. Sempre compare produtos e escolha os melhores do mercado. As pessoas comparam e pechincham quando vão comprar um carro, por exemplo. Mas não fazem isso na hora de investir. No longo prazo, a diferença será de dezenas ou até centenas de milhares de reais.


5 – Não pedir ajuda a um especialista

Investir no Brasil está cada dia mais complexo. Todos os anos vão surgindo novos produtos, destinados a perfis muito específicos. Ao invés de tentar descobrir sozinho as melhores opções do mercado, muitas vezes cometendo erros graves até aprender, peça ajuda a quem está dentro do mundo dos investimentos. A experiência de um especialista vai lhe ajudar a evitar as armadilhas do mercado financeiro. Se você acha que o custo de um curso ou de uma consultoria é caro, experimente o preço da ignorância. E lembre-se que nem sempre adianta pedir ajuda ao gerente do banco só porque é de graça ou ele é mais fácil de achar. Os gerentes bancários ganham comissões para vender produtos que muitas vezes estão longe de ser os melhores para os clientes.


Fonte: XP Investimentos